quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

.'. Muitos dos melhores em Portugal são maçons .'.

"Muitos dos melhores em Portugal são maçons"
por Lusa18 Fevereiro 2012

"Muitos dos melhores em Portugal são maçons"
Fotografia © Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens


Fernando Lima, o grão-mestre do Grande Oriente Lusitano, afirmou na sexta-feira que ainda há um grande preconceito em Portugal em relação à maçonaria, mas lembrou que "muitos dos melhores no país foram ou são maçons".

"Há uma recusa em entender, dizer ou aceitar que muitos dos melhores em Portugal foram ou são maçons e que as maçãs podres são a exceção", referiu Fernando Lima.
Deu como exemplo o Serviço Nacional de Saúde e "as principais leis" do país, que foram criados por maçons, "mas estes, como são muito humildes, não andam com bandeiras a apregoar o que fizeram".
Reconheceu que a maçonaria ainda é olhada "como algo pateticamente obsoleto e promotor de conspiração ou interesses inconfessáveis", mas sublinhou que é "a mais antiga instituição democrática do mundo".
Garantiu ainda que "é proibido fazer política dentro da maçonaria" e que ele próprio não tem qualquer filiação partidária.
"A maçonaria não é um partido, um clube ou uma associação cultural, mas sim uma associação filantrópica e filosófica", afirmou.

in Diário de Notícias

.'. Debate sobre a Maçonaria arranca em Famalicão .'.

Debate sobre a Maçonaria arranca em Famalicãosegunda-feira, 20 Fevereiro 2012
“A Maçonaria não é um partido, um clube ou uma associação cultural, mas sim uma associação filantrópica e filosófica”. Foi com estas palavras simples mas esclarecedoras que o Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano, Fernando Lima, iniciou a primeira de um ciclo de conferências que vão decorrer no Museu Bernardino Machado, em Vila Nova de Famalicão, sob o tema “Maçonaria em Portugal: do século XVIII ao século XXI”.
E começou da melhor maneira, esta iniciativa promovida pela autarquia famalicense com a sala do Museu lotada por mais de uma centena de pessoas.
Perante o olhar atento da assistência, Fernando Lima começou por explicar que apesar de existir ainda um grande preconceito em Portugal em relação à Maçonaria, “muitos dos melhores profissionais do país foram ou são maçons” e que “as maças podres são uma exceção”. Deu como exemplo o Serviço Nacional de Saúde e "as principais leis" do país, que foram criados por maçons, "mas estes, como são muito humildes, não andam com bandeiras a apregoar o que fizeram".

Reconheceu que a maçonaria ainda é olhada "como algo pateticamente obsoleto e promotor de conspiração ou interesses inconfessáveis", mas sublinhou que é "a mais antiga instituição democrática do mundo".
Garantiu ainda que "é proibido fazer política dentro da maçonaria" e que ele próprio não tem qualquer filiação partidária.
O conferencista que foi convidado a debater o tema “A Maçonaria: instituição de saber ou de poder?”, frisou que “acima de tudo, a Maçonaria pretende combater a ignorância, na difusão dos valores humanos”.
A iniciativa contou ainda com as presenças do vice-presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, e do coordenador científico do Museu Bernardino Machado, Norberto Cunha.
Paulo Cunha explicou a pertinência do tema da Maçonaria, no âmbito das iniciativas promovidas pelo Museu Bernardino Machado. O responsável realçou o legado do pensamento de Bernardino Machado, especificando o caso concreto da pedagogia e de vanguarda. “O Museu é um espaço aberto e crítico, que está ao serviço de todos nós”, afirmou.

Por seu turno, Norberto Cunha destacou a importância de mais este ciclo de debates, referindo que “o que está em causa é a divulgação das ideias e da cultura”. Norberto Cunha aproveitou ainda a oportunidade para anunciar a apresentação do II Tomo da Obra Política de Bernardino Machado, focando o respectivo Museu como sendo o lugar natural por excelência para a presença de Fernando Lima, lembrando que Bernardino Machado foi Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano entre 1895 a 1899.

in Famanet, Famalicão na Internet

sábado, 14 de janeiro de 2012

.'. CAPITULO ROSACRUZ DO PORTO .'.

O Capítulo Rosacruz do Porto convida membros e não membros para as atividades:

DIA 14 DE JANEIRO

15H00   Fórum livre aberto a não-membros.
             Projecção de imagens - Escola de Mistérios do Antigo Egipto

16H30   Meditação

DIA 21 DE JANEIRO

11H30   Curso de Cabala

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

.'. LISBOA DESCOBRE ARTE MAÇÓNICA .'.

Fonte do artigo, Correio da Manhã

.'. GRANDE ENTREVISTA .'.

Neste Episódio: rtp1 - 12-01-2012 | 21:00 | Episódio 2 de 46
Afinal qual é o papel da Maçonaria na sociedade Portuguesa?
De que forma influencia o poder?Antonio Arnaut e António Reis, tiveram o título de grão-mestre...
São duas autoridades, são dois homens sem medo das palavras.
Todas as perguntas e todas as respostas com Sandra Sousa, na Grande Entrevista

RTP - GRANDE ENTREVISTA

RTP - GRANDE ENTREVISTA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

.'. EVANGELISTAS DO NOVO DIA .'.


.'. O QUE É A MAÇONARIA? .'.

.'. O QUE É A MAÇONARIA? .'.
.'.Não possui a Maçonaria leis gerais nem livro santo que a definam ou obriguem todo o maçon através do Mundo; nao sendo uma religiao, nao tem dogmas:. Em cada país e ao longo dos séculos, estatutos numerosos se promulgaram e fizeram fé para comunidades diferentes no tempo e nos costumes:. Mas isso não obsta a que a Maçonaria possua certo número de princípios básicos, aceites por todos os irmaos em todas as partes do globo:. É essa aceitaçao, aliás, que torna possível a fraternidade universal dos maçons e a sua condiçao de grande família no seio da Humanidade, sem que, no entanto, exista uma potencia maçónica à escala mundial nem um Grao-Mestre, tipo Papa, que centralize o pensamento e a acçao da Ordem:.
.'. CONSTRUÇÃO .'.
Vejamos o seu nome Maçonaria vem provavelmente do frances "Maçonnerie", que significa uma construçao qualquer, feita por um pedreiro, o "maçon":. A Maçonaria terá assim, como objectivo essencial, a edificaçao de qualquer coisa:. O maçon, o pedreiro-livre em vernáculo portugues, será portanto o construtor, o que trabalha para erguer um edifício:.
.'. JUSTIÇA SOCIAL .'.
A Maçonaria admite, portanto, que o homem e a sociedade são susceptíveis de melhoria, sao passíveis de perfeiçoamento:. Por outras palavras, aceita e promove a transformaçao do ser humano e das sociedades em que vive:. Mas, para além da solidariedade e da justiça, nao
define os meios rigorosos por que essa transformaçao se há-de fazer nem os modelos exactos em que ela possa desembocar:. Nada há, por exemplo, no seio da Maçonaria, que faça rejeitar uma sociedade de tipo socialista ou de tipo liberal:. O que lhe importa é um homem melhor dentro de uma sociedade melhor:.
.'. ACLASSISMO .'.
Dos ideais de justiça e solidariedade humanas, levados até às últimas consequencias, resulta naturalmente o ser a Maçonaria uma instituição aclassista e anticlassista, englobando representantes de todos os grupos sociais que, como maçons, devem tentar esquecer a sua integraçao de classe e comportar-se como iguais:. "A Maçonaria honra igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual", rezava o artigo 6s da Constituiçao de 1926:. E, nos requisitos para se ser maçon, exige-se apenas, para além de diversas condiçoes morais e intelectuais que mais adiante serao mencionadas, o exercer-se uma profissao honesta que assegure meios de subsistencia:. É verdade que a exigência de se possuir a instruçao necessária para compreender os fins da Ordem exclui, desde logo, os analfabetos e grande parte das massas populares (em Portugal, entenda-se):.
E é verdade também que a maioria dos maçons proveio e continua a provir dos grupos burgueses:. Mas isso deve-se apenas às condiçoes históricas em que todas as sociedades tem vivido nos últimos 200 anos:. R medida que as classes trabalhadoras vao atingindo mais elevado nível social e cultural, assim o número de maçons delas oriundo tende a aumentar paralelamente:. Em Maçonarias de países como a Gra-Bretanha, a França ou a Holanda, o carácter aclassista da Ordem Maçónica nota-se com muito maior intensidade do que em Portugal ou na Espanha:.
.'. APERFEIÇOAMENTO INTELECTUAL .'.
O aperfeiçoamento do homem e da sociedade nao se poe apenas, para o maçon, em termos de melhoria económico-social:. Poe-se também, e sobretudo, em termos de melhoria intelectual, da afinamento das faculdades de pensar e de enriquecimento adquiridos:. Livre pensamento, para começar:. "A Maçonaria é livre-pensadora", dizia o artigo 3s da Constituiçao de 1926:. Mas livre pensamento nao coincide necessariamente com ateísmo:. Já um texto famoso e respeitado dos primórdios da instituiçao, as Constituiçoes de Anderson, de 1723, dizia que o maçon que entendesse bem de "Arte", "nunca será um ateu estúpido ou um libertino irreligioso:. Mas embora - continuava o texto - nos tempos antigos os maçons fossem obrigados, em cada país, a ser da religiao, fosse ela qual fosse, desse país ou dessa naçao, considera-se agora como mais a propósito obrigá-los apenas rquela religiao na qual todos os homens estao de acordo, deixando a cada um as suas convicçoes próprias(...)":. Hoje, talvez a maioria dos maçons professe um deísmo ou teísmo de conceitos vagos e alegóricos, embora nao faltem ateus nem crentes de variadas religioes, desde o cristao ao muçulmano:. O que todos rejeitam sao dogmatismos e exclusivismos confessionais:.
.'.FRATERNIDADE .'.
Levados às últimas consequências, os princípios atrás mencionados teriam de implicar uma fraternidade de tipo universal. Este é nao só um principio teórico, mas uma norma de prática quotidiana:. "A Maçonaria é uma instituiçao universal (...):. Todos os maçons constituem uma e a mesma família e dao-se o tratamento de irmaos, sendo iguais perante a lei", dizia o artigo 7º da Constituiçao de 1926:. " A Maçonaria estende a todos os homens os laços fraternais que unem os maçons sobre a superfície do globo" (artigo 5º do mesmo texto):. Através do ritual, que inclui vocabulário próprio e sinais de reconhecimento específicos, um maçon portugues pode contactar com um maçon japones e receber dele ou transmitir-lhe ajuda e apoio de qualquer género:. De facto, um dos deveres importantes do maçon, inserto nas Constituiçoes do mundo inteiro, consiste em reconhecer como irmaos todos os maçons, tratá-los como tais e prestar-lhes auxílio e protecçao, a suas viúvas e filhos menores:. A história da Maçonaria está cheia de casos que provam o geral cumprimento deste dever:.
.'. DEMOCRACIA, IGUALDADE .'.
Democracia e igualdade encontram-se também entre os princípios básicos da instituição maçónica. Todo o poder reside no povo, como o atestava o artigo 18s da Constituiçao de 1926, ao dizer que "A Ordem Maçónica em Portugal só reconhece a soberania do povo maçónico":. Todos os maçons sao iguais, independentemente do grau a que pertençam:. "Durante as sessoes maçónicas - rezava o artigo 17º, § único - todos os obreiros, qualquer que seja o seu grau ou o seu rito, estão sujeitos à mais perfeita igualdade, prevalecendo a opiniao da maioria, quando nao seja contrária às leis e regulamentos":. Por sua vez, as células de organizaçao e de trabalho da Ordem, as chamadas Oficinas, "sao todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si" (artigo 12s da Constituiçao) :. Nas Maçonarias de todo o mundo, o Grao-Mestre e os Grao-Mestres adjuntos sao eleitos pela totalidade do povo maçónico, variando apenas a forma dessa eleiçao:. Em muitos países, qualquer maçon, aliás, desde que tenha atingido a condiçao de Mestre (ou seja, maçon perfeito) pode, em teoria, ser eleito Grao-Mestre:. Outro tanto se verifica nas eleiçoes para os múltiplos cargos de cada oficina:.
.'. OFICINAS [Lojas] .'.
Cada Maçonaria nacional está estruturada em células autónomas, "todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si", designadas por oficinas:. Existem dois tipos de oficinas, chamados lojas e triângulos:. A loja é composta por um mínimo de sete maçons perfeitos, nao conhecendo limite máximo de membros:. O triângulo é composto por tres maçons perfeitos, pelo menos, e por seis, no máximo, passando a loja quando um sétimo membro se lhe vem agregar:.Uma loja completa possui dez funcionários, que são:
> Venerável ou Presidente, que preside aos trabalhos e os orienta:.
>Primeiro Vigilante, que dirige os trabalhos dos companheiros e vela pela disciplina geral:.
> Segundo Vigilante, que tem por funçao a instruçao dos aprendizes:.
> Orador, encarregado de fazer a síntese dos trabalhos e deles extrair as conclusoes; é ainda o representante da Lei maçónica:.
> Secretário, que redige as actas das sessoes e se ocupa das relaçoes administrativas entre a loja e a Obediencia:.
> Mestre de Cerimónias, que introduz na loja e conduz aos seus lugares os visitantes, e ajuda o Experto nas cerimónias de iniciaçao:.
> Tesoureiro, que recebe as quotizaçoes e outros fundos da loja e vela pela sua organizaçao financeira:.Os cargos, do Venerável ao Secretário, sao chamados as luzes da oficina:.

* Fonte: Grémio Fénix

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

terça-feira, 24 de novembro de 2009

.'. Declaração de Veneza 2009 .'.

.'. Criado Prémio da UMM para a Juventude .'.

As Potências Maçónicas membros da UMM - União Maçónica do Mediterrâneo, reunidas em Veneza de 6 a 8 Novembro de 2009, decidiram criar o “Prémio da União Maçónica do Mediterrâneo para a Juventude”, dotado de uma bolsa de 10 000 € e destinado a promover cada ano projectos colectivos humanistas ao serviço do diálogo intercultural e da cooperação entre jovens dos países do Mediterrâneo.

Esta foi uma das várias decisões saídas daquela reunião, constantes na “Declaração de Veneza” endereçada à juventude dos países mediterrânicos, cujo teor é o seguinte:


“As Potências Maçónicas signatárias, membros da União Maçónica do Mediterrâneo,

1 -

a) Consideram que o futuro político, económico e social da bacia mediterrânica passa por uma mobilização generalizada a favor das jovens gerações do Mediterrâneo, portadoras dos valores da Liberdade, da Igualdade e da Fraternidade;

b) Recordam o seu objectivo comum de defesa e promoção dos valores e dos princípios de que a Maçonaria é portadora e garante: a dignidade, a liberdade e a igualdade de direitos de todos os seres humanos, a realização e melhoramento moral e espiritual dos seres humanos, assim como o melhoramento social, económico, cultural e político das sociedades, em particular o reforço da democracia e da laicidade, entendida como liberdade absoluta de consciência e separação institucional dos cultos e do Estado; uma governação democrática permitindo mais justiça e uma solidariedade concreta em relação a todos os cidadãos;

2 - Declaram que a juventude dos países do Mediterrâneo deve poder aceder à educação, à saúde e ao emprego sem discriminação de recursos, de género ou de opiniões;

3 - Declaram que a liberdade absoluta de consciência da juventude dos países do Mediterrâneo deve ser garantida; que nomeadamente as liberdades públicas e políticas do jovens devem ser asseguradas e respeitadas pelo Estado;

4 - Declaram que a igualdade entre jovens do sexo masculino e feminino deve ser assegurada por todos os meios;

5 - Pedem às instâncias competentes da UNESCO, da União Europeia, da União para o Mediterrâneo e da Liga Árabe para reforçarem a sua acção colectiva e coordenada em favor do desenvolvimento dos direitos e liberdades da juventude dos países do Mediterrâneo;

6 - Decidem criar um “Prémio da União Maçónica do Mediterrâneo para a Juventude” dotado de uma bolsa de 10 000 Euros e destinado a promover cada ano projectos colectivos humanistas ao serviço do diálogo intercultural e da cooperação entre jovens dos países do Mediterrâneo;

7 - Decidem endereçar esta Declaração às ONG de jovens acreditadas junto da UNESCO, assim como às instâncias dirigentes competentes da UNESCO, da União Europeia, da União para o Mediterrâneo e da Liga Árabe.

Nesta Conferência participaram Obediências da França, Itália, Líbano, Marrocos, Grécia, Turquia e de Portugal. O GOL – Maçonaria Portuguesa esteve representado por uma Delegação constituída pelo Grão-Mestre António Reis e pelo Grande Chanceler. Durante os trabalhos, bastante participados e ricos, o Grão-Mestre do GOL interveio sublinhando os principais problemas com que se deparam os países desta região e em particular os seus jovens, que constituíam o tema central em debate.

Foram admitidas mais duas Obediências: a Federação Francesa do Direito Humano e a Grande Loja Feminina de França.

in, © Grande Oriente Lusitano

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

.'. ARTE NA MAÇONARIA .'.

.'. DELTA VERSUS PENTAGRAMA .'.

.'. PENTAGRAMA I .'.
.'. ESSÊNCIA MAÇÓNICA .'.
.'. TEMPLO MAÇÓNICO .'.
.'. CRUZ ROSACRUCIANA .'.
.'. OPUS MAÇÓNICO I .'.
.'. OPUS MAÇÓNICO II .'.
.'. MUNDOS MAÇÓNICOS I .'.
.'. MUNDOS MAÇÓNICOS II .'.
.'. EVANGELISTAS DO NOVO DIA .'.colecção GOL - Grande Oriente Lusitano
.'. MAÇONARIA I .'.

.'. MAÇONARIA II .'.colecção ARGO - Associação Artística de Gondomar
.'. MAÇONARIA III .'.
.'. MAÇONARIA IV .'.
.'. MAÇONARIA V .'.colecção GOL - Grande Oriente Lusitano
.'. MAÇONARIA VI .'.colecção UNICEPE
.'. MAÇONARIA VII .'.
.'. MAÇONARIA VIII .'.colecção Margarida António

.'. MAÇONARIA IX .'.
.'. MAÇONARIA X .'.colecção Margarida António
.'. DELTA .'.
.'. PENTAGRAMA II .'.

.'. CAMILO CASTELO BRANCO .'. 

.'. MUNDOS MITICOS I .'.

.'. DELTA DA RESTAURAÇÃO .'.

.'. MAÇONARIA XI.'.

.'. MUNDOS MÍTICOS II .'.

.'. MISTICISMO .'.

.'. DELTAS .'.

.'. ESSÊNCIA MAÇÓNICA II .'.

.'. LIBERDADE IGUALDADE FRATERNIADDE .'.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

.'. REGALEIRA .'.

.'. REGALEIRA .'.
Palácio da Regaleira


O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também é designado Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação esta associada à alcunha do seu primeiro proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro. O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra. O edifício principal da quinta é marcado pela presença de uma torre octogonal. Toda a exuberante decoração esteve a cargo do escultor José da Fonseca. Está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.
Carvalho Monteiro, ajudado pelo arquitecto italiano Luigi Manini, dá à Quinta de 4 hectares, o palácio, jardins luxuriantes, lagos, grutas e edifícios enigmáticos, lugares estes que escondem significados relacionados com a Alquimia, Maçonaria, Templários e Rosa-Cruz. Modela a quinta em traçados que evocam a arquitectura românica, gótica, renascentista e manuelina.

Localização

Localizada na Estrada Nova da Rainha em pleno Centro Histórico de Sintra e bem perto do Palácio de Seteais, a quinta beneficia do micro-clima da serra de Sintra, que muito contribui para os luxuriantes jardins e os nevoeiros constantes que adensam a sua aura de mistério.

História

A documentação histórica relativa à Quinta da Regaleira é escassa para os tempos anteriores à sua compra por Carvalho Monteiro. Sabe-se que, em 1697, José Leite era o proprietário de uma vasta propriedade nos arredores da vila de Sintra, que hoje integra a Quinta.Francisco Alberto Guimarães de Castro comprou a propriedade (conhecida como Quinta da Torre ou do Castro em 1715), em hasta pública, canalizou a água da serra a fim de alimentar uma fonte aí existente.Em 1830, na posse de Manuel Bernardo, a Quinta toma a actual designação. Em 1840, a Quinta da Regaleira é adquirida pela filha de uma negociante do Porto, de apelido Allen, que mais tarde foi agraciada com o título de Baronesa da Regaleira. Data deste período a construção de uma casa de campo que é visível em algumas representações iconográficas de finais do século XIX.A história da Regaleira actual principia em 1892, ano em que os barões da Regaleira vendem a propriedade ao Dr. António Augusto Carvalho Monteiro por 25 contos de réis. A maior parte da construção actual da quinta teve início em 1904 e estava terminada em 1910.A quinta foi vendida a Waldemar D'Orey em 1942 que, sem ter desvirtuado o que tinha sido concebido, procedeu a pequenas obras de modo a acolher a sua grande família e profundas obras de restauro, já que a casa não era cuidada há muito. Em 1987 a Quinta da Regaleira é adquirida pela empresa japonesa Aoki Corporation e deixa de servir como habitação, sendo entregue ao cuidado de caseiros e permanece fechada ao público.Em 1997, a Câmara Municipal de Sintra adquire este valioso património, iniciando pouco depois um exaustivo trabalho de recuperação do património edificado e dos jardins. Actualmente a Quinta da Regaleira está aberta ao público e é anfitriã de diversas actividades culturais.

A Maçonaria e a Quinta da Regaleira

Chama-se esotérico a um conhecimento oculto, seja doutrina ou técnica de expressão simbólica, reservado aos iniciados:. O esoterismo é, pois, o conjunto de práticas e de ensinamentos esotéricos, no contexto de uma tradição multifacetada que abrange diferentes épocas, lugares e culturas. A Alquimia, a Maçonaria e os Templários, por exemplo, incorporam teorias, rituais e procedimentos herméticos que se integram no âmbito do esoterismo:.Na tipologia do misticismo judaico, firmado na procura de Deus e na experiência da divindade, o esoterismo baseia-se, fundamentalmente, na lei das correspondências, que visa encontrar, através do recurso à analogia, relações simbólicas entre o divino e o terreno, entre o transcendente e o imanente, entre o visível e o invisível, entre o homem e o universo:. A passagem de uma a outra dimensão opera-se em cerimónias de iniciação, por meio de encenações e rituais de carácter mágico, nos quais o neófito recebe o segredo da transmutação, aceita a filiação no grupo de companheiros e acede a um nível espiritual superior:.A Franco-Maçonaria antiga, dita operativa, deriva das confrarias, das corporações, dos agrupamentos profissionais de pedreiros livres e dos construtores das catedrais medievais:. À defesa dos interesses profissionais, juntavam os franco-maçons, preocupações de carácter filantrópico, moral e religioso:. Os grupos maçónicos, organizados em sociedades secretas e reunindo em lojas, foram perdendo o carácter exclusivamente operativo e começaram a aceitar membros estranhos à profissão mas que perfilhavam os mesmos ideais iniciáticos:.O declínio das confrarias origina, por filiação directa, o aparecimento em 1717, em Inglaterra, da Maçonaria moderna, dita especulativa, uma vez que já não existe ligação à prática do oficio de construção, tendo utensílios como o esquadro e o compasso adquirido um valor eminentemente simbólico:.A Maçonaria provocou, praticamente desde o início, a oposição da Igreja Católica, embora muitos dos ensinamentos maçónicos, de inspiração cristã, preconizem a crença nas virtudes da caridade, na imortalidade da alma e na existência de um princípio espiritual superior denominado Grande Arquitecto do Universo:. Grande parte da simbologia maçónica, sobretudo a dos altos graus, inspira-se em correntes esotéricas tais como a alquimia, o templarismo e o rosacrucianismo, inscritas em diversos locais da Regaleira:.A alquimia tem por objectivo a transmutação real ou simbólica dos metais em ouro e por fim último a salvação da alma:. As operações alquímicas são realizadas num Atanor, ou seja, num forno alquímico de combustão lenta, com um cadinho e um balão nos quais se pretende espiritualizar a matéria e materializar o espírito:. Este propósito essencial da Alquimia operativa, executada em laboratório, é a obtenção da Pedra Filosofal, simbiose entre matéria e espírito, da qual poderia resultar, segundo os alquimistas, além da transmutação dos metais em ouro, a realização de um dos desejos ancestrais da humanidade: o elixir da longa vida, capaz de proporcionar saúde e eterna juventude:. Neste sentido, há quem considere a procura alquímica como uma metáfora da condição humana:. A Alquimia assumiu, depois do século XVIII, um carácter manifestamente religioso, dedicando-se sobretudo ao estudo das relações espirituais e energéticas entre o homem (microcosmo) e o universo (macrocosmo):. A partir de um trabalho erudito de equivalências e analogias, aceita-se que o universo nos engloba e nos interpela num só movimento existencial - ele é ao mesmo tempo transcendência (Outro) e nós próprios:.Parece evidente que a concepção religiosa do mundo que preside à Regaleira assenta no Cristianismo, mas num Cristianismo escatológico, que tem a ver com o fim dos tempos:. Quer recorramos à lição da escatologia cósmica, que prenuncia o fim do universo e da humanidade, quer nos atenhamos à escatologia individual, que assenta na crença da sobrevivência da alma depois da morte, é a mesma ideia obsessiva que encontramos:. É também um Cristianismo gnóstico, apoiado em discursos míticos e em conhecimentos sagrados que prometem a salvação dos fiéis e o retorno dos espíritos:. É, enfim, um Cristianismo imbuído de ideais neo-templários, associados ao Culto do Espírito Santo, que encontramos na tradição mítica portuguesa.Os templários foram monges-soldados, cuja ordem militar, fundada no período das Cruzadas em 1119, visava proteger os lugares santos da Palestina contra o perigo dos infiéis:. Os votos de pobreza e castidade não impediram os Cavaleiros da Milícia do Templo de enriquecer e de desempenhar um importante papel económico e político, tanto no Oriente como na Europa, a ponto de criarem poderosos inimigos, como o rei Filipe IV de França e o Papa Clemente V, que levaram à perseguição e à extinção da ordem em 1314, sob acusações, porventura falsas, de blasfémia e imoralidade:. Em 1317, D. Dinis de Portugal afectou os bens dos templários à Ordem de Cristo, que muitos aceitaram como sua sucessora:.Desaparecidos os templários não desapareceu o templarismo, cujo espírito, resumido na defesa dos lugares sagrados e na luta contra o mal, renasceu em várias correntes e organizações iniciáticas como sendo a afirmação simbólica da sobrevivência da Ordem do Templo:. A cruz templária no fundo do poço iniciático, a cruz da Ordem de Cristo no pavimento da Capela, bem como todas as outras cruzes dispostas na Capela, testemunham a influência do templarismo no ideário sincrético de Carvalho Monteiro:.Há ainda, na Regaleira, referências rosacrucianas, em alusão à corrente esotérica iniciada no séc. XVII, de tendência cristã, utilizando os símbolos conjuntos da rosa e da cruz:. O movimento Rosa-Cruz propunha reformas sociais e religiosas, exaltava a humildade, a justiça, a verdade e a castidade, apelando à cura de todas as doenças do corpo e da alma:. Tornou-se também grau maçónico de várias Ordens e, ainda hoje, existem algumas escolas esotéricas e sociedades secretas que pretendem assumir-se como reaparições da Ordem Rosa-Cruz.

A Quinta e pontos de interesse

Carvalho Monteiro tinha o desejo de construir um espaço grandioso, em que vivesse rodeado de todos os símbolos que espelhassem os seus interesses e ideologias. Conservador, monárquico e cristão gnóstico, Carvalho Monteiro quis ressuscitar o passado mais glorioso de Portugal, daí a predominância do estilo neo-manuelino com a sua ligação aos descobrimentos. Esta evocação do passado passa também pela arte gótica e alguns elementos clássicos. A diversidade da quinta da Regaleira é enriquecida com simbolismo de temas esotéricos relacionados com a alquimia, Maçonaria, Templários e Rosa-Cruz.

Bosque

O bosque ou mata que ocupa a maioria do espaço da Quinta, não está disposta ao acaso. Começando mais ordenada e cuidada na parte mais baixa da quinta, mas, sendo progressivamente mais selvagem até chegarmos ao topo. Este disposição reflecte a crença no primitivismo de Carvalho Monteiro.

Patamar dos Deuses

O Patamar dos Deuses é composto por 9 estátuas dos deuses greco-romanos. A mitologia clássica foi uma das inspirações de Carvalho Monteiro para os jardins da Regaleira.

Poço Iniciático

Uma galeria subterrânea com uma escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até ao fundo do poço. A escadaria é constituída por nove patamares separados por lanços de 15 degraus cada um, invocando referências à Divina Comédia de Dante e que podem representar os 9 círculos do inferno, do paraíso, ou do purgatório. Segundo os conceituados ocultistas Albert Pike, René Guénon e Manly Palmer Hall é na obra 'A Divina Comédia' que se encontra pela primeira vez exposta a Ordem Rosacruz. No fundo do poço está embutida em mármore, uma rosa dos ventos (estrela de oito pontas: 4 maiores ou cardeais, 4 menores ou colaterais) sobre uma cruz templária, que é o emblema heráldico de Carvalho Monteiro e, simultaneamente, indicativo da Ordem Rosa-Cruz.O poço diz-se iniciático porque se acredita que era usado em rituais de iniciação à maçonaria e a explicação do simbolismo dos mesmos nove patamares diz-se que poderá ser encontrada na obra Conceito Rosacruz do Cosmos.A simbologia do local está relacionada com a crença que a terra é o útero materno de onde provém a vida, mas também a sepultura para onde voltará. Muitos ritos de iniciação aludem a aspectos do nascimento e morte ligados à terra, ou renascimento.O poço está ligado por várias galerias ou túneis a outros pontos da quinta, a Entrada dos Guardiães, o Lago da Cascata e o Poço Imperfeito. Estes túneis, outrora habitados por morcegos afastados pelos muitos turistas que visitam o local, estão cobertos com pedra importada da orla marítima da região de Peniche, pedra que dá a sugestão de um mundo submerso.

Capela da Santíssima Trindade

Uma magnífica fachada que aposta no revivalismo gótico e manuelino. Nela estão representados Santa Teresa d'Ávila e Santo António. No meio, a encimar a entrada está representado o Mistério da Anunciação - o anjo Gabriel desce à terra para dizer a Maria que ela vai ter um filho do Senhor - e Deus Pai entronizado.No interior, no altar-mor vê-se Jesus depois de ressuscitar a coroar uma mulher que pode ser Maria ou Madalena (de uma maneira mais contraditória). Do lado direito Santa Teresa e Santo António repetem-se, desta vez em painéis de mosaico. Do lado oposto um vitral com a lenda do sítio da Nazaré. No chão estão representados a Esfera Armilar ou Globo Celeste e a Cruz da Ordem de Cristo, rodeados de pentagramas (estrelas de cinco pontas).

A Torre da Regaleira

Foi construída para dar a quem a sobe a ilusão de se encontrar no eixo do mundo.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

domingo, 23 de dezembro de 2007

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

.'. OS TEMPLÁRIOS .'.

.'. Os Templários .'.
A Tragédia da Ordem dos Cavaleiros do Templo, no Século XIV,
despertou nos Povos Latinos, a Verdadeira Consciência da Liberdade

No início de 1100, Hugo de Paynes e mais oito cavaleiros franceses, abrasados pelo fervor religioso e movidos pelo espírito de aventura tão comum aos nobres que buscavam nas Cruzadas - nos combates aos "infiéis" muçulmanos - a glória dos actos de bravura e a consagração da impavidez, abalaram rumo à Palestina levando no peito a cruz de Cristo e na alma um sonho de amor. Inspirados nas lendas célticas, constituíam-se os fiadores da fé, disputando a golpes de espada as relíquias sagradas que os fanáticos do Crescente retinham e profanavam.
Reinava em Jerusalém Balduíno II, que os acolheu e lhes destinou um velho palácio junto ao planalto do Monte Moriah, onde os montões de escombros, blocos de mármore e de granito, assinalavam as ruínas de um grande Templo. Eram as ruínas do TEMPLO DE SALOMÃO, o mais famoso santuário do século XI a.C., onde o génio artístico dos fenícios se revelava no rendilhado da pedra e na esbeltez das colunas monumentais, que sustinham nos seus extremos enormes abóbadas. Destruído pelos caldeus e reconstruído por Zorobabel, fora ampliado por Herodes em 18 antes de Cristo e, finalmente, arrasado pelas legiões romanas chefiadas por Tito, na tomada de Jerusalém. Foi neste Templo que se deu a tragédia de Hiran, cuja lenda a Maçonaria recolheu, incorporando-a num dos seus mais belos rituais. Exteriormente, antes da destruição pelos romanos, no ano 70 d.C., era, o Templo, circundado por dois extensos corredores excêntricos, ocupando um gigantesco quadrilátero em direcção ao Nascente, tendo à esquerda o átrio dos Gentios e à direita o dos Israelitas, além das estâncias reservadas às mulheres e aos magos sacerdotes, a que se seguia o Santuário propriamente dito, ao centro do qual ficava o Altar dos Holocaustos.

“Pobres Cavaleiros de Cristo" (assim se chamavam os precursores dos Templários) atraídos pela sensação do mistério que pairava sobre as venerandas ruínas, não tardou que descobrissem a entrada secreta que conduzia ao labirinto subterrâneo, só conhecido pelos iniciados nos mistérios da Cabala. E, entraram. Uma extensa galeria conduziu-os até junto de uma porta colossal chapeada a ouro, por detrás da qual devia estar o que durante dois milénios constituíra o maior Segredo da Humanidade. Pararam... Encimando a gigantesca porta, uma inscrição em caracteres hebraicos prevenia os profanos contra os impulsos da ousadia: SE É A MERA CURIOSIDADE QUE AQUI TE CONDUZ, DESISTE E VOLTA;
SE PERSISTIRES EM CONHECER O MISTÉRIO DA EXISTÊNCIA, FAZ O TEU TESTAMENTO E DESPEDE-TE DO MUNDO DOS VIVOS. Pálidos, os cavaleiros entreolharam-se e, pela primeira vez nas suas vidas, sentiram medo e desistiram. Pois não era a mera curiosidade que ali os conduzira ... ? Os " infiéis do Crescente " eram seres vivos e contra eles a cruz e a espada realizavam prodígios de valentia. Ali dentro, porém, não era a vida que palpitava e sim os aspectos da Morte, talvez deuses sanguinários ou potestades desconhecidas, contra as quais a força humana era impotente. Mas,... voltaram. Os reencontros sangrentos com os islamitas tornara-os insensíveis ao medo e, num certo dia, acicatados pelo desejo de conhecer a intimidade da Criação que a grande porta de ouro lhes ocultava, penetraram novamente na galeria dispostos a baterem-se com a própria morte. Hugo de Paynes, afoito, bateu com o punho da espada e bradou com voz potente: - EM NOME DE CRISTO, ABRI !!! E o eco das suas palavras repercutindo pelo emaranhado labirinto respondeu : " EM NOME DE CRISTO... ", enquanto a enorme porta, como se um ser invisível lhe movesse os fechos, rangeu os gonzos e escancarou aos olhos vidrados dos cavaleiros um gigantesco recinto ornado de figuras bizarras, delicadas umas e monstruosas outras, tendo ao Nascente um grande trono recamado de sedas e por cima um triângulo equilátero em cujo centro, em letras hebraicas marcadas a fogo, se lia o TETRAGRAMA YOD.
Junto aos degraus do trono e sobre um altar de alabastro, estava a " LEI " cuja cópia, séculos mais tarde, um Cavaleiro Templário, em Portugal, devia revelar à hora da morte, no momento preciso em que na Borgonha e na Toscana se descobriam os cofres contendo os documentos secretos que "comprovavam" a heresia dos Templários. A "Lei Sagrada" era a verdade de Jahveh transmitida ao patriarca Abraão. A par da Verdade divina vinha depois a revelação Teosófica e Teogâmica, a KABBALAH. Extasiados diante da majestade severa dos símbolos, os nove cavaleiros, futuros Templários, ajoelharam e elevaram os olhos ao alto. Na sua frente, o grande Triângulo, tendo ao centro a inicial do princípio gerador, espírito animador de todas as coisas e símbolo da regeneração humana, parece convidá-los à reflexão sobre o significado profundo que irradia dos seus ângulos. Ele é o emblema da Força Criadora e da Matéria Cósmica. É a Tríade que representa a Alma Solar, a Alma do Mundo e a Vida. É, a Unidade Perfeita.
Um raio de Luz intensa ilumina, então, aqueles espíritos obcecados pela ideia da luta e devotados à supressão da vida dos seres humanos que não comungam os mesmos princípios religiosos que os levou à Terra Santa.
Ali estão representadas as Trinta e Duas Vidas da Sabedoria que a Kabbalah exprime em fórmulas herméticas, e que são propostas ao entendimento humano. Simbolizando o Absoluto, o Triângulo representa o Infinito, Corpo, Alma e Espírito, Fogo, Luz e Vida. Uma nova concepção, que pouco a pouco dilui e destrói a teoria exclusivista da discriminação das divindades, se apossa daqueles espíritos, até então mergulhados em ódios religiosos e os chama à Tolerância, ao Amor e à Fraternidade entre todos os seres humanos. A Teosofia da Kabbalah, exposta sobre o Altar de alabastro onde os iniciados prestavam juramento, dá aos Pobres Cavaleiros de Cristo a chave interpretativa das figuras que adornam as paredes do Templo. Na mudez estática daqueles símbolos há uma alma que palpita e convida ao recolhimento.

Abalados na sua crença de um Deus feroz e sanguinário, os futuros Templários entreolham-se e perguntam-se: Se todos os seres humanos provêm de Deus, que os fez à sua imagem e semelhança, como compreender que os homens se matem mutuamente em nome de vários Deuses ?
Com quem está a verdade ?

Entre as figuras mais bizarras que adornavam o majestoso Templo, uma em especial chamara a atenção de Hugo de Paynes e dos seus oito companheiros: na testa ampla, um facho luminoso parecia irradiar inteligência; e, no peito, uma cruz sangrando acariciava, no cruzamento dos braços, uma Rosa encantadora. A cruz, era o símbolo da imortalidade; a rosa, o símbolo do princípio feminino. A reunião dos dois símbolos, era a ideia da Criação. E, foi essa figura monstruosa e atraente, que os nove cavaleiros elegeram para emblema das suas futuras cruzadas.
Quando em 1128, Hugo de Paynes - primeiro Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros do Templo - se apresentou no Concílio de Troyes, a concepção dos Templários acerca da ideia de Deus, já não era “muito católica”. A divisa, inscrita no estandarte negro da Ordem, "Non nobis, Domine, sed nomini tuo ad Gloria" não era uma sujeição à Igreja, mas uma referência à inicial que, no centro do Triângulo, simbolizava a unidade perfeita: YOD. Cavaleiros portugueses, italianos, francos, normandos e germânicos, acudiram a engrossar as fileiras da Ordem que, dentro em pouco, se convertia na mais poderosa Ordem do século XII.
Mas, a Ordem tornara-se tão opulenta de riquezas, tão influente nos domínios da cristandade, que o Rei de França (Filipe IV, o Belo), apelou ao Papa para a criação de uma Bula que confiscasse todas as suas riquezas e enviasse os Cavaleiros para as "Santas" fogueiras da Inquisição. Filipe estava atento. E, não o preocupava as interpretações heréticas, o gnosticismo. Não foi, portanto, a mistagogia que gerou a cólera do Rei de França e que causou o monstruoso processo contra os Templários. Foi a rapacidade de um monarca falido, para quem a religião era um meio e a riqueza um fim.

Malograda a posse da Palestina pelos Cruzados, pelo retraimento da Europa Cristã e pela supremacia dos turcos muçulmanos, os Templários regressam ao Ocidente, aureolados pela glória obtida nas batalhas. Essas batalhas, se não consolidaram o domínio dos Cristãos na Terra Santa, provocaram, contudo, a admiração dos muçulmanos, influindo sobre a moral dos Mouros que ocupavam parte da Península Ibérica. Inicia-se entre os Templários o culto de um gnosticismo ecléctico que admite e harmoniza os princípios de várias religiões, conciliando o politeísmo na sua essência, com os mistérios mais profundos do cristianismo. São instituídas regras iniciáticas que se estendem por sete graus, que vieram a ser adoptados pela Maçonaria (três elementares, três filosóficos e um cabalístico), denominados "Adepto", "Companheiro", "Mestre Perfeito", "Cavaleiro da Cruz", "Intendente da Caverna Sagrada", "Cavaleiro do Oriente" e "Grande Pontífice da Montanha Sagrada".
A Caverna Sagrada, era o lugar Santo onde se reuniam os cavaleiros iniciados. Tinha a forma de um quadrado perfeito. O ORIENTE, representava a Primavera, o Ar, Infância e a Madrugada. O MEIO DIA (Sul), o Verão, o Fogo e a Idade adulta. O OCIDENTE, o Outono, a Água, o Anoitecer. O NORTE, a Terra, o Inverno, a Noite. Eram as quatro fases da existência. O Fogo no MEIO DIA simbolizava a verdadeira iniciação, a regeneração, a renovação, a chama que consumia todas as misérias humanas e, das cinzas purificadas, retirava uma nova matéria isenta de impurezas e imperfeições. No ORIENTE, o Ar da Madrugada vivificando a nova matéria, dava-lhe o clima da Primavera onde a Natureza desabrochava em florações luxuriantes magníficas, acariciando a Infância. Vinha depois o OUTONO, o Anoitecer, o amortecer da vida, a que a Água no OCIDENTE alimentava os últimos vestígios desta existência. O NORTE, marca o ocaso da Vida. A Terra varrida pelas tempestades e coberta pela neve, que desolam e que matam, é o Inverno que imobiliza, que entorpece e que conduz à noite fria, a que não resiste a debilidade física, a que sucumbe a fragilidade humana. E, é no contraste entre o Norte e o Meio Dia que os Templários baseiam o seu esoterismo, alertando os iniciados da existência de uma segunda vida. Nada se perde. Tudo se transforma.

. . . vai ser iniciado um "Cavaleiro da Cruz" (grau 4).
O Grande Pontífice da Montanha Sagrada empunha a Espada da Sabedoria, e toma lugar no Oriente. Ao centro do Templo, num pedestal que se eleva por três degraus, está a grande estátua, símbolo da reunião de todas as forças e de todos os princípios (Masculino e Feminino, Luz e Trevas, ...). No peito amplo da estranha e colossal figura, a Cruz, sangrando, imprime à Rosa Branca um róseo alaranjado que pouco a pouco toma a cor de sangue. É a vida que brota da união dos princípios opostos. Por cima da Cruz, a letra "G". O iniciado, Mestre Perfeito, já conhece o significado dessa letra.
"A Catequese Cristã é apenas, como o leite materno, uma primeira alimentação da Alma; o sólido banquete é a Contemplação dos Iniciados, carne e sangue do Verbo, a compreensão do Poder e da Quintessência divina". "O Gnóstico é a Verdadeira Iniciação. A Gnose é a firme compreensão da Verdade Universal que, por meio de razões invariáveis, nos leva ao conhecimento da Causa...". " Não é a Fé, mas sim a Fé unida às Ciências, a que sabe discernir a verdadeira da falsa doutrina. Fiéis são os que apenas, literalmente, crêem nas escrituras. Gnósticos, são os que, aprofundando o sentido interior, conhecem a verdade inteira". " Só o Gnóstico é, por essência, piedoso ". " O homem não adquire a verdadeira sabedoria, senão quando escuta os conselhos duma voz profética que lhe revela a maneira porque foi, é e será tudo quanto existe."
O Gnosticismo dos Templários é uma nova mística, que ilumina os Evangelhos e que os interpreta à Luz da Razão Humana.
O Mestre Perfeito, entra de olhos vendados. Ajoelha e faz a sua prece:
" Grande Arquitecto do Universo Infinito, que lês em nossos corações, que conheces os nossos pensamentos mais íntimos, que nos dás o livre arbítrio para que escolhamos entre a estrada da Luz e a das Trevas". " Recebe a minha prece e ilumina a minha alma para que não caia no erro, para que não desagrade à Vossa soberana vontade ". " Guiai-me pelo caminho da Virtude e fazei de mim um ser útil à Humanidade ".

Acabada a prece, o candidato levanta-se e aguarda as provas rituais que hão-de conduzi-lo à meta da Verdade.
O GRANDE PONTÍFICE TEMPLÁRIO interroga o candidato a "Cavaleiro da Cruz" em tom afectivo e paternal: " Meu Irmão, a nossa Ordem nasceu e cresceu para corrigir toda a espécie de imperfeição humana". " A nossa consciência é que é o juiz das nossas acções. A ignorância é o verdadeiro pecado. O inferno é uma hipótese, o céu uma esperança". "Chegou o momento de trocarmos as arma homicidas, pelos instrumentos da Paz entre os Homens. A missão do Cavaleiro da Cruz é amar o próximo como a si mesmo. As guerras de religião são monstruosidades causadas pela ignorância, geradas pelo fanatismo. As energias activas, devemos orientá-las no sentido do Amor e da Beleza; mas, não se edifica uma obra de linhas esbeltas sem um sentimento estético apolíneo, que só se adquire pelo estudo que conduz ao aperfeiçoamento moral e espiritual".
“Respondei-me, se sois um Mestre Perfeito Templário". "Acreditais na ressurreição física de Cristo?" " Não ! ". " Acreditais que a morte legal absolve o assassino ? Que o Soldado não é responsável pelo sangue que derrama ? ” " Não acredito ! ". " Atentai agora, nas palavras do Cavaleiro do Ocidente, que vos dirá os sentidos que imprimimos ao Grau de Cavaleiro da Cruz ". " A Ordem do Templo criou uma doutrina e adquiriu uma noção da moral humana, que nem sempre se harmoniza com as concepções teológicas cristãs, apresentadas como verdades indiscutíveis. Por isso nos encontramos aqui, em carácter secreto, para nos concentrarmos nos estudos transcendentes por meio dos quais chegaremos à Verdadeira Harmonia ". " As boas obras dependem das boas inclinações da vontade, que nos pode conduzir à realização das boas acções ”.
" A Ciência deu-nos meios de podermos aperfeiçoar a Moral dos antigos, mas a inteligência diz-nos que além da Ciência existe a Harmonia Divina ". " Das acções humanas, segundo Platão, deverá o homem passar à Sabedoria, para lhe contemplar a Beleza ”.
Findas as provas, o iniciado dirigia-se para um Altar, onde o Sacrificador lhe imprimia o Fogo sobre o coração, o emblema dos Cavaleiro do Templo.
Foi esta ritualização, que influiu para que a " Divina Comédia " de Dante, fosse o que realmente é: uma alegoria metafísico-esotérica onde se retratam as provas iniciáticas dos Templários. Na DIVINA COMÉDIA, cada Céu representa um Grau de iniciação Templário. Em contraste com o Inferno, que significa o mundo profano - o verdadeiro Purgatório onde devem lapidar-se as imperfeições humanas - vem o Último Céu, a que só ascendem os espíritos não maculados pela maldade, isentos de paixões mesquinhas, dedicados à obra do Amor, da Beleza e da Bondade. É lá, o zénite da Inteligência e do Amor.
A doutrina iniciática da Ordem do Templo compreende a síntese de todas as tradições iniciáticas, gnósticas, pitagóricas, árabes e hindus, onde perpassam, numa visão Cósmica, todos os símbolos dos grandes e pequenos mistérios e das Ciências Herméticas. A Divina Comédia, foi o cronista literário da Ordem dos Cavaleiros do Templo.
Os Templários receberam da Ordem do Santo Graal o esquema iniciático e a base esotérica que serviu de base para o seu sistema gnóstico. Pois, o que era a Cavalaria Oculta do Santo Graal senão um sistema legitimamente Maçónico, ainda mal definido, mas já adaptado aos princípios da Universalização e da Fraternidade Humana? O Santo Graal significava a taça de que se serviu Jesus Cristo na ceia com os discípulos e na qual, José de Arimathéa teria aparado o sangue que jorrava da ferida de Cristo, produzida pela lança do centurião romano. Era a Taça Sagrada, que figurava em todas as cerimónias iniciáticas das antigas Ordens de Cavaleiros que possuíam graus e símbolos misteriosos e que a Maçonaria adoptou nalguns ritos. Os Templários adoptavam-na na iniciação dos Adeptos e dos Cavaleiros do Oriente, mas ela já aparece nas lendas do Rei Arthur, nos romances dos Cavaleiros da Távola Redonda, que eram de origem céltica, e na própria Igreja Católica, que a introduziu nas missas.
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A Ciência dos Números tinha para os Templários um significado profundo. Os Grandes Iniciados, como os Filósofos do Oriente, descobriram os mais íntimos segredos da natureza por meio dos números, que consideravam agradáveis aos Deuses. O grande alquimista
Paracelso dizia que os números continham a razão de todas as coisas. Eles estavam na voz, na alma, na razão, nas proporções e nas coisas divinas. A Ordem dos Cavaleiros do Templo, cultivava a Ciência dos Números no Grau de Cavaleiro do Oriente, ensinando que a Filosofia Hermética contava com TRÊS mundos: o elementar, o celeste e o intelectual. Que no Universo havia o espaço, a matéria e o movimento. Que a medida do tempo era o passado, o presente e o futuro; e, que a natureza dispunha de três reinos: animal, vegetal e mineral; que o homem dispunha de três poderes harmónicos: o génio, a memória e a vontade. A sua concepção em relação a Deus, o Grande Arquitecto do Universo, era Sabedoria, Força e Beleza. Tudo isto provinha do Santo Graal, a que os Templários juntavam que, em política, a grandeza, a duração e a prosperidade das nações se baseavam em três pontos primordiais: Justiça dos Governos, Sabedoria das Leis e Pureza dos Costumes. Era nisso que consistia a arte de governar os povos.
O Triângulo, encontrado no Templo de Salomão, era uma figura geométrica constituída pela junção de Três linhas e a letra YOD, no centro, significava a sua origem divina. Todas as grandes religiões também têm como número sagrado o Três. A Católica, exprimindo-o nas pessoas da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), nos dias que Cristo passou no sepulcro, nos Reis Magos, e nas vezes que São Pedro negou o Mestre. Nos Grandes Mistérios Egípcios, temos a Grande Trindade formada por Ísis, Osíris e Hórus. Entre os Hindus temos a Trimurti, constituída por Brahama, Shiva e Vishnu, personificando a Criação, a Conservação e a Destruição. Em todas elas, como no racionalismo, encontramos como elementos vitais a Terra, a Água e o Sol. Foi, portanto, baseada nas grandes Religiões e no Gnosticismo dos Templários, que por sua vez se inspirou no da Cavalaria Oculta do Santo Graal, que a Maçonaria adoptou como símbolo numerológico de vários graus o número três, que se vai multiplicando na vida maçónica, dos iniciados até á conquista da Sabedoria, da Força e da Beleza.

Apenas os profundamente convictos, isentos de dúvidas e fortes na sua crença de que acima da natureza só existia a própria natureza evoluída, é que recebiam a consagração da investidura do Grau.
" A natureza mortal procura quanto pode, para se tornar imortal. Não há, porém, outro processo senão o do renascimento que substitui um novo indivíduo a um indivíduo acabado". " Com efeito, apesar de se dizer do homem que vive do nascimento até à morte e que é o mesmo durante toda a vida , a verdade é que não o é, nem se conserva no mesmo estado, nem o compõe a mesma matéria ". " Morre e nasce sem cessar, nos cabelos, na carne, nos ossos, no sangue, numa palavra: em todo o seu corpo e ainda na sua alma ". " Hábitos, opiniões, costumes, desejos, prazeres, jamais se conservam os mesmos. Nascem e morrem continuamente ". " E, aquele que acaba, deixa em seu lugar um outro semelhante .
Todos os mortais participam da imortalidade. No corpo e em tudo o mais ”

Nota Final:
Às 3 da manhã, de 13 de Outubro de 1307, agentes do rei Filipe IV com a autorização do Papa, atacaram. Num assalto fulminante, acusaram e prenderam vários milhares de Templários por toda a França.
Mas, quando entraram no Castelo do Templo em Paris, sede geral da Ordem, descobriram que todos os documentos e o tesouro tinham sido removidos.
Também tentaram capturar a frota Templária - a maior da Europa - que estava atracada em La Rochelle. Mas, uma vez mais se frustrou a intenção: a frota já tinha partido.
Até hoje, a vasta riqueza dos Templários não foi encontrada; nem tão pouco foi descoberto para que porto seguiu a frota, ou onde atracou.

Gil Eanes, M\M\ (n.s.)